A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 28/05/2020

De fato, a política antidrogas no Brasil se mostra ineficiente, pois de acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz, 9,9% da população brasileira usa ou já usou algum tipo de droga. Ademais, existem fatores que perpetuam sua ineficiência, como a criminalização injustificável de alguns narcóticos e o sistema falho de reabilitação. Logo, medidas interventivas são necessárias para mitigar essa problemática.

Primeiramente, deve-se falar sobre a proibição de algumas drogas, de forma não justificada. De acordo com o mesmo estudo da Fundação Oswaldo Cruz, das pessoas que usaram ou usam algum tipo de entorpecente, 77,8% consumiram a maconha. Além disso, países como a Holanda, por exemplo, que possui uma organização de leis e restrições mais flexíveis para o consumo da maconha, se classifica em apenas 14° no ranking do uso da Cannabis na Europa. Portanto, torna-se evidente que a flexibilização do consumo da maconha implicaria diretamente na redução do tráfico e na taxa de criminalidade do país.

Outrossim, é necessário tratar sobre como as clínicas de reabilitação são ineficazes. Baseado nos estudos do Centro Mineiro de Toxicomania (CMT), cerca de 83% dos pacientes já haviam iniciado o processo de reabilitação, mas desistiram no meio, uma taxa de reincidência que é elevada. Ainda, há o fato de que o número de clínicas gratuitas é muito reduzido, e em sua grande maioria tem ligação com instituições religiosas. Em suma, há um despreparo do governo em relação as clínicas.

Depreende-se, portanto, que caso medidas sejam tomadas, a política antidrogas poderá ser mais eficaz. Então, é papel do Estado flexibilizar o consumo da maconha, por meio da aprovação de leis, com o objetivo de controlar o consumo, e diminuir o tráfico de drogas. Cabe novamente ao governo investir, por meio da construção de clínicas de reabilitação e da qualificação de profissionais, para que a acessibilidade ao tratamento seja mais acessível, e que possa ser de qualidade. Desse modo, a luta contra o uso de drogas no país seja mais qualificada.