A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 24/05/2020
Em contrapartida ao que a maioria da sociedade acredita, a maneira como o combate às drogas no Brasil é feito não é eficiente. A repressão não afasta os usuários das drogas, visto que muitos voltam a usar após serem repreendidos. Dessa forma, se faz necessário rever o modo de enfrentar a utilização dessas substâncias.
Convém analisar, de início, a complexidade do problema. O uso das drogas muitas vezes é consequência, e não causa, geralmente ligado a algum problema de caráter discriminatório. Nesse sentido, como defende Peter Singer, as pessoas são responsáveis não só pelo que fazem, mas também pelo que poderiam ter evitado.
Além disso, outro fator que contribui para a ineficiência da política antidrogas brasileira é a Constituição de 1988. A Lei de Drogas não determina de forma clara a diferença entre os que são dependentes e os que traficam. Como resultado, os dependentes que são presos dificilmente conseguem se inserir na sociedade novamente.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para resolver o problema. Cabe ao Governo realizar alterações na Lei de Drogas por meio de reuniões e votações na Câmara dos Deputados para que a lei seja mais eficiente, no sentido de respaldar aqueles que são vítimas do uso de drogas. Logo, a política antidrogas no Brasil se tornará mais eficiente.