A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 29/05/2020

O tráfico de drogas é um mercado bilionário presente em toda parte do globo terrestre e, infelizmente, no Brasil é uma realidade muito marcante - representada de pelas facções rivais chamadas PCC e CV: Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, respectivamente. Esta situação persiste no nosso país devido ao racismo, à pobreza e a desigualdade social presentes no cotidiano de muitos brasileiros e tem como consequência o superlotamento das penitenciárias.

Certamente, a pobreza, a desigualdade e o racismo sofridos por muitos cidadãos são fatores preponderantes para o uso de drogas, uma vez que estes indivíduos ficam totalmente vulneráveis a qualquer tipo de influência. O filme brasileiro “Cidade de Deus”, lançado em 2002, retrata a vida de várias personagens que vivem em uma comunidade do Rio de Janeiro e devido a baixa perspectiva de futuro que têm, muitos jovens acompanham os assaltantes da região em seus crimes e além disso começam a usar drogas.

Em segunda análise, é imprescindível ressaltar que, mesmo com a Lei 6.368/1976 aderida em 1973 pelo Brasil que garante a separação das figuras do traficante e do usuário, ela não é exercida na prática. Desta forma, fica evidente que o poder público não tem interesse em ressocializar o indivíduo que foi preso, o que gera a superlotação dos presídios e mostra a ineficiência de tal sistema para o combate às drogas. De forma análoga a tal impacto, tem-se que o Brasil faz fronteira com os  três maiores produtores de cocaína do mundo (Bolívia, Colômbia e Peru) e devido a enorme área a PF (Polícia Federal) não possui total controle sobre toda extensão territorial, o que facilita - de forma agressiva - a entrada de entorpecentes no território.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo em parceria com suas Unidades Federativas e a mídia deve promover um trabalho de conscientização afim de fortalecer a mente dos jovens, por meio de campanhas nas escolas e propagandas na internet. Outrossim, além da PF fazer uma ação mais efetiva nas fronteiras para impedir a entrada de mais substâncias ilegais em nosso país; o Super Ministério da Justiça precisa fazer um projeto de lei - mais afirmativo e eficiente - e enviar à Câmara dos Deputados com a finalidade, de fato, cumprir o que promete.