A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 28/05/2020

A chegada da maconha no Brasil ocorreu com a vinda de escravos angolanos que vinham com caravanas portuguesas. Atualmente esta e outras drogas são consideradas ilícitas, mas possuem usuários que se tornam dependentes, em maioria as pessoas com uma renda mais baixa. O uso indiscriminado e  ilegal são motivados, fundamentalmente, pela desigualdade social  ou simplesmente pela influencia de amigos.Nesse sentido, convém analisar como estes fatores influenciam na busca dessas substâncias.

Em primeira análise, a desigualdade social sempre influenciou no modo de vida da sociedade, favorecendo principalmente as camadas mais ricas e desfavorecendo as mais pobres. Em meio a pobreza, uma parcela da população encontra nas drogas uma forma de alívio momentâneo ou ate mesmo uma ´´renda mensal´´, feita a partir do trafico ilegal. Percebemos que seu uso não é a razão da desigualdade social, e sim uma de suas consequências. Uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz fez a seguinte constatação: “Ao contrário do que o senso comum acredita, o crack não causa exclusão social. Pelo contrário, segundo especialistas, o uso da droga é consequência de uma vida precária que leva à dependência e faz com que muitos sejam encontrados em situação de pobreza”.

Outro aspecto a ser abordado, é a forte influência que as amizades tem sobre uma pessoa em uma determinada circunstância. Quando esta pessoa está na fase da adolescência, é comum ao jovem sentir a vontade de experimentar novos cenários, devido a sociedade fazer varias cobranças e apelos de consumo. Com isso em mente, esta pessoa passa  a querer experimentar drogas, devido a influencia de seus amigos, que já são usuários. De acordo com o jornal O Globo, 47% da população entre 14 a 17 anos já experimentaram algum tipo de droga, ilícita ou lícita, como bebidas alcoólicas, por persuasão de algum amigo mais próximo.

Logo, percebemos que o uso de drogas é acarretada devido à inúmeras ações  da sociedade, porém ainda continua sendo um fator de perigo, e medidas devem ser tomadas. Cabe ao governo levar esse fato para o campo da saúde e tira-lo do campo político, oferecendo aos dependentes centros de reabilitação e prisão em regime aberto. Quanto aos pais, devem observar as amizades de seus filhos e ter um diálogo com eles, mostrando os inúmeros malefícios que podem ocorrer devido esta prática.