A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 29/05/2020

É fato que a política antidrogas do Brasil é ineficiente, visto que o número de usuários e traficantes aumenta cada dia mais. Isso acontece devido a má aplicação da Lei das Drogas e o foco eminente na periferia, apesar de não ser o único centro de distribuição de entorpecentes. Como consequência, o consumo dessas substâncias ilícitas não será detido.

Em primeira análise,  o número de usuários nunca diminui pois a punição é aplicada nas pessoas erradas. Em outras palavras, ao achar o usufruidor das substâncias chega-se no traficante e mais a fundo, o fornecedor, de modo que, ao penalizar diretamente o provedor o sistema caí de maneira consequente. Isto é, cortar a base da distribuição de drogas, porém não é isso que acontece, já que a penalização ocorre apenas nos usuários e traficantes, nunca pondo fim na venda de substâncias ilícitas.

Em segundo plano, analisa-se que a maioria das operações contra drogas providas pela polícia são nos subúrbios das cidades, assim a classe menos favorecida é predominantemente punida. Mesmo que, na elite ainda tenha muitos casos envolvendo alucinógenos, a pena não é aplicada nos mesmos. Exemplificando, diversos artistas usam esses entorpecentes de maneira explícita, até mesmo publicam nas redes sociais, porém nada ocorre a eles.

Conclui-se que, para melhorar o programa antidrogas cabe as autoridades exercerem o combate a substâncias ilícitas de maneira igualitária, independente de cor ou renda, a fim de punir também os membros da alta sociedade que até hoje são isentos injustamente. Ao mesmo tempo, deve-se buscar justiçar o produtor das drogas com o fito de acabar com esse sistema pela origem.