A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 28/05/2020

É fato que a política antidrogas brasileira apresenta impasses. Nesse sentido, faz-se necessário discussões acerca dos problemas que persistem, seja pela ineficiência de projetos preventivos e de fiscalização, seja por problemas na questão de saúde pública. Portanto, medidas devem ser tomadas com o intuito de atenuar os desafios existentes.

De acordo com um levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz, aproximadamente 1,4 milhão de pessoas entre 12 e 65 anos relataram ter feito uso de crack e similares alguma vez na vida. Nesse sentido, é notória a falta de conscientização e cumprimento das leis aplicadas, acarretando em problemas sociais de dependência química, tráfico, aumento do número de desabrigados, dentre outros. Diante desse cenário, são comuns atos discriminatórios e punitivos ao contrário da aplicação de soluções aos problemas.

Ademais, nota-se que muitos usuários apresentam-se em situação de rua e, visto que as condições nas ruas são precárias, a falta de acesso à saúde pública, atendimento psicológico e reabilitação dificulta sua reinserção na sociedade, uma vez que encontram-se dependentes do uso e revenda das drogas. Além disso, a falta de moradia leva a problemas de preconceito, descaso e violência, tanto por parte do Governo, quanto da população.

Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde a ampliação de programas de prevenção ao uso das drogas, como o “Proerd”, bem como a implantação de um maior número de abrigos e alas de reabilitação públicas, com o intuito de promover maior acolhimento e segurança aos envolvidos com drogas, para que no futuro, consigam introduzir-se na sociedade novamente. Além disso, cabe ao Governo maior policiamento e fiscalização do consumo das drogas no Brasil, como implementar mais viaturas em trânsito, para eliminar a circulação de tais estimulantes.