A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 29/05/2020
Saturação do sistema de saúde, distúrbios e aumento da criminalidade. Esses são alguns exemplos calamitosos consequentes do uso de drogas e acentuado pela infeliz ineficiência da política antidrogas brasileiras.
Primeiramente, de acordo com o sociólogo Zygmund Bauman, vivemos em uma sociedade líquida pautada em relações superficiais, o que ratifica a necessidade das pessoas e, principalmente, dos jovens à busca pelo uso das drogas como refúgio, ou válvula de escape. No entanto segundo estudos psiquiátricos o uso constante de drogas pode desencadear diversos quadros patológicos. Entre eles destaca-se os distúrbios comportamentais como depressão e perda do sentido de realidade. Dessa forma, o sistema de saúde do país acaba por enfrentar sobrecarga, piorando a qualidade de vida dos brasileiros.
Em segundo lugar, as políticas antidrogas do Brasil são ineficientes para o combate do uso ilegal das drogas, desde da educação básica ao controle do tráfico internacional e interno. A dramaturgia nacional aborda esse assunto no filme “Cidade de Deus” por meio da perspectiva dos traficantes de uma comunidade do Rio de Janeiro, denunciando problemas do tráfico de drogas bem como a criminalidade infantil a violência e o abuso policial. Por se tratar de um conjunto vulnerável devido as desigualdades sociais, eles se tornam mais propícios ao envolvimento tráfico e consequente aumento da criminalidade.
Conclui-se que diante do exposto, faz-se necessário que o governo estipule medidas eficazes contra o uso e o tráfico de drogas por meio de educação de base, maior fiscalização ao transporte ilegal de drogas no Brasil e levar programas interativos principalmente para comunidades a fim de envolver crianças e jovens para terem uma oportunidade alternativa além, da criminalidade. Dessa forma será possível um controle antidrogas mais eficaz prevenindo assim as consequências citadas anteriormente.