A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 29/05/2020
A eficiência da política antidrogas brasileira
Atualmente a política antidrogas brasileira é caracterizada como ineficiente. Isso deve-se a forma como o governo age quanto aos traficantes por parte dos órgãos judiciais, muitas vezes tendo como base o prestígio social, assim como a ineficácia do estado quanto a marginalização de muitos usuários de entorpecentes. Nesse caso, para resolução de tal problema, são necessárias ações do Ministério da Justiça juntamente com o Governo federal.
Um ponto que deixa a ineficácia em evidência, é que a política prioriza a busca por pequenos traficantes em vez de focar nos grandes chefes que financiam o crime de forma organizada e discreta. Além dos estereótipos formados pela sociedade sobre tais traficantes.
Entretanto, em pesquisas feitas pela fundação Oswaldo Cruz, aproximadamente 80% dos usuários de crack, uma das drogas mais pesadas e usadas no mundo, são geralmente homens, negros, sem ensino médio e desempregados. Diante da pesquisa podemos notar que a maioria dos usuários chegam às drogas para poderem escapar da realidade em que eles se encontram.
Então para buscar resolver o problema tão presente em nossas vidas, o Ministério da Justiça tem como obrigação melhorar as fiscalizações e repensar as punições aplicadas, tratando de forma igual qualquer indivíduo que estiver de alguma forma envolvido com o consumo e o tráfico de drogas, independente de suas questões sociais.
E juntamente com o Ministério da Saúde, o Governo deve reavaliar os programas de combate ao uso de drogas e investir em políticas públicas para tratamento e reabilitação de usuários e aumentar o setor de serviços, oferecendo oportunidades para ex-usuários.