A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 03/06/2020
De acordo com um relatório elaborado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), cerca de 5% da população adulta, ou 250 milhões de pessoas entre 15 e 64 anos, usou pelo menos uma droga em 2014. Além disso, nesse mesmo ano, houve cerca de 207 mil mortes relatadas, um número elevadíssimo, no qual poderia ter sido reprimido se houvessem intervenções apropriadas e estabelecidas, visto que um terço das mortes foram por overdose. Sendo assim, os tópicos de destaque serão: consequências sobre o uso das drogas e a facilidade no acesso a bebidas alcoólicas.
Primeiramente, vale destacar uma das consequências no âmbito familiar: parceiras e filhos daqueles que usufruam das drogas são mais propensos a serem vítimas de violência relacionada ao uso desses entorpecentes. Além disso, o usuário pode gerar uma dependência química. Em 1964, a Organização Mundial da Saúde (OMS), reconheceu que o uso abusivo de substâncias lícitas e ilícitas se caracteriza como uma dependência e não como um vício ou habituação. Assim, um dos possíveis sinais de tal dependência é o forte desejo ou compulsão pela substância. Entretanto, isso é algo que pode ser tratado, além de ser considerado uma doença crônica. Ainda, o uso das drogas pode gerar sérias consequências para a saúde, como: problemas no funcionamento do coração, do fígado, dos pulmões e até mesmo do cérebro.
Ademais, conforme o Relatório Global sobre Álcool e Saúde, da OMS, publicado em maio de 2014, estima-se que no mundo indivíduos com 15 anos ou mais consumiram cerca de 6,2 litros de álcool puro em 2010, o equivalente a 13,5 g por dia. Vale ressaltar, que a dependência do álcool pode ser um caminho para outras drogas. Além disso, apesar da Lei 13.106/2015 que estabelece a pena de até quatro anos de prisão para quem vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar bebidas alcoólicas ou outros produtos que possam causar dependência psíquica para crianças ou adolescentes ainda há comércios que vendem tais mercadorias para menores de idades e, muitos deles não são denunciados. Além disso, a OMS, aponta que as faixas etárias mais jovens (20-49 anos) são as mais afetadas pelas mortes associadas ao uso de tais bebidas.
Finalmente, o álcool deveria ser considerado uma droga ilícita, pois muitos não sabem consumir de forma equilibrada, dessa maneira, se tornando um mal para a sociedade. Além disso, deveria haver mais buscas a instituições que fornecem ajuda àqueles dependentes das drogas. Ainda, as pessoas deveriam ter consciência de denunciar mercados que vendem bebidas alcoólicas para menores. Esses seriam pontos que ajudariam a diminuir os casos relacionados a drogas.