A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 05/06/2020

A Organização Mundial de Saúde (OMS), define a dependência química como uma doença psicopatológica. Nesse sentido, o combate ao uso de drogas no Brasil, vai além de políticas policiais repreensivas e moralistas, visto que se trata de um assunto que envolve a saúde pública. Desse modo, para lidar com a questão das drogas lícitas e ilícitas a fim de amenizar as os impactos sociais causados  por essas substancias químicas, é necessário debater sobre como esse assunto é tratado na sociedade

Convém analisar, inicialmente, que, em junho de 2019 foi aprovada uma lei que autoriza a internação compulsória, ou seja, contra a vontade do indivíduo dependente químico. Nessa lógica, essa decisão foi vista pelas autoridades, como uma das formas mais eficientes de resolver a questão do uso demasiado de drogas. No entanto, essa escolha não leva em consideração o que causa no sujeito a necessidade dele fazer o uso da droga, já que tem um objetivo voltado para a ressocialização e ,por isso, apesar dessa política tratar e tentar promover a reabilitação social do usuário, ela não previne a entrada ao mundo das drogas.

É válido perceber, dessa maneira, que, o Programa Educacional de Resistência às drogas e à violência possui como função a conscientização dos adolescentes e jovens acerca dos riscos das substâncias ilícitas. Entretanto, ainda sim ocorre a banalização desse assunto, uma vez que o uso da droga é tratado como um tabu na sociedade, pois não ocorre entre as famílias, a discussão clara e natural sobre o motivo de ocorrer a utilização das drogas, que em sua maioria são causadas por fatores como, dificuldade para lidar com problemas, escapismo e exclusão social, que podem ser tratados por ajuda médica psiquiatra ao invés de serem “mascarados” pelo efeito da droga, que além de prejudicar a saúde física do indivíduo, prejudica ainda mais a mentalidade dele.

Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para amenizar o uso de substâncias químicas no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Cidadania em parceira com o Ministério da Saúde promover campanhas que desconstruam os tabus sobre as drogas por meio de rádios, televisão, internet que retratem sobre a importância desse assunto ser discutido no seio familiar, além de demonstrar por meio de anúncios os sinais que um dependente químico apresenta a fim de que esse indivíduo procure ajuda necessária antes da situação se agravar. Ademais, é dever do Estado promover gratuitamente nos bairros antedimentos voltados para atender sujeitos com problemas psicológicos por intermédio de médicos da área psiquiatra que vão tratar os cidadãos que apresentarem sintomas que podem resultar no uso da droga com intuito de combater o uso das drogas e evitar o aumento desse índice.