A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 07/06/2020
O Programa Educacional de Resistência às drogas e à violência (PROERD), criado em 1982, tem como intento transmitir uma mensagem de valorização à vida, e da importância de se manter longe das drogas e da criminalidade. Deste modo, é cognoscível que, no Brasil, existem há muitos anos políticas de combate a entorpecentes, entretanto, ainda não se demonstrou eficaz para solucionar tal imbróglio. Sob essa perspectiva, faz-se necessário para resolver essas adversidades, extinguir à violência policial em ações nas comunidades nacionais e minorar a vulnerabilidade social que a maior parcela populacional brasileira vive.
Vale ressaltar, de início, que, no nosso país, a polícia age com hostilidade nas áreas periféricas em todo território nacional. Nesse viés, a ativista dos direitos humanos Rebeca Lerer aponta como maléfico a repreensão policial nas regiões suburbanas, uma vez que se perde a idealização que o policial é quem propicia o bem estar comunitário. A prova disso, são os casos de mortes de crianças vítimas de balas perdidas em operações policiais, que reforçam a concepção de que a polícia ocasiona o mal estar social na sociedade.
Em segundo plano, nota-se que a falta de oportunidades propicia a entrada dos jovens ao comércio ilegal das drogas. De acordo com uma constatação feita pelas Novas Configurações das Redes Criminosas após a implantação das Unidades de Polícias Pacificadoras, divulgada em 2018, cerca de 54,4% dos jovens que vivem nas regiões periféricas entram no tráfico de drogas e, aproximadamente, 62% alegam que precisam do dinheiro para ajudar a família. À vista disso, é notório que a desigualdade social é um dos principais motivos que incentivam os jovens a adentrarem a ilegalidade,tornando a política antidrogas ineficaz no nosso país.
Em suma, medidas são essenciais para efetivar a funcionalidade da política antidrogas no Brasil. Primordialmente, o Ministério da Educação deve criar um programa nacional escolar que visa abranger todas escolas brasileiras, no qual a finalidade é promover palestras e minicursos com psicólogos e pedagogos, cujo objetivo é informar sobre a problemática das drogas e conscientizar os jovens acerca dos caminhos que devem ser tomados. Ademais, ONGs, engajadas em questões sociais, devem promover lives com sociólogos, com o desígnio de demonstrar os problemas ocasionados pelas drogas e promover a reflexão sobre o tema pelo o público brasileiro. Sendo assim, ações desse tipo garantirão um país mais seguro e com um futuro mais próspero.