A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 06/07/2020

Pouco se discute acerca da eficiência da política antidrogas brasileira. Sobretudo, os narcóticos deprimem o sistema nervoso central e são ilegais. No entanto, lamentavelmente  o consumo e o tráfico de entorpecentes travam uma disputa infindável com o poder publico. Desse modo, faz-se necessária ações conjuntas entre Estado e sociedade civil afim de mitigar está mazela.

por certo, a ONU, em 2016, realizou uma conferência extraordinária para discutir novas estratégias em relação às drogas. Entretanto, sem o consenso dos 193 países membro, o documento final manteve o foco na proibição do cultivo e consumo e na criminalização do usuário. Com isso, o problema continua, pois, segundo a Comissão Global sobre Políticas de Drogas, essa guerra aos narcóticos foi um fracasso, visto que o tráfico e o consumo continuam.

Para Émile Durkheim, sociólogo francês, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas  origens e as condições de que depende. Nesse contexto, conforme Aristóteles, em “Ética a Nicômaco”, a educação equilibraria a harmonia dos cidadãos; logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, uma vez que o consumo de narcóticos, mesmo causando dependência, atinge milhões de pessoas podendo levar a óbito, sendo 187 mil em 2013.

Por conseguinte, consequências são advindas desse processo. A priori, a criminalização das drogas abre brechas  para o tráfico e superlotação de presídios. A posteriori, o consumo desses entorpecentes prejudicam a memória e podem levar a morte por overdose ou suicídio. com isso, a autoconsciência através da educação é uma solução para o problema.

Portanto, medidas para a eficiência da política antidrogas precisam ser elaboradas. para que isso ocorra, o governo federal, especificamente o ministério da educação, deve investir em campanhas de combate ás drogas, tal ação é plenamente exequível por meio de palestras e conteúdos midiáticos que abordem os danos causados pelos narcóticos ao indivíduo e a sociedade, com o fito de reduzir o consumo e o tráfico dos entorpecentes. Desse modo, haver-se-á um país mais harmônico e sem perdas para o vício ou tráfico de substâncias ilícitas.