A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 29/06/2020
Desde o início da humanidade o homem utiliza entorpecentes, seja ele o ópio, a cachaça, entre outros. Atualmente, no Brasil, o cenário não é diferente, o que fez com que o país adotasse uma política antidrogas, em 2006, que se mostra ineficiente, devido à sua ação repressiva que conta como apoio a cultura conservadora da sociedade, fazendo com que esse fato não se modifique.
A priori, vale ressaltar que a abordagem repressiva contra essa população não resolve o problema. Dessa maneira, de acordo com uma pesquisa feita pelo site G1, de 2006 até 2015 número de processos por tráfico aumentou 500%, entretanto, o tráfico na ruas não diminuiu, fato que mostra que essa repressão é ineficiente e serve somente para superlotar as cadeias. Nesse sentido, segundo Einstein, “A paz não pode ser obtida pela força, mas pela concórdia” sendo que essa é passível de ser alcançada pela educação.
Outrossim, a cultura conservadora da sociedade impede que a descriminalização de algumas drogas mais consumidas no Brasil, como a maconha, ocorra, o que dificulta o controle das mesmas. Nesse contexto, de acordo com o economista Milton Friedman, o resultado da criminalização é garantir o monopólio do traficante. Dessa forma, se essas drogas passassem a ser comercializadas legalmente, o governo poderia fiscalizar melhor a população usuária e cobrar impostos sobre o comércio.
É inegável, portanto, a necessidade de resolver a questão das drogas no Brasil. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação criar projetos nas escolas, por meio de palestras e aulas sobre o assunto, a fim de conscientizar e educar as crianças desde cedo sobre os riscos e consequências das drogas. Para mais, cabe à Câmara Legislativa modificar a Lei das Drogas, por intermédio da descriminalização da maconha, a fim de obter o controle e a devida fiscalização dos usuários. Assim sendo, a utilização de entorpecentes pela humanidade será cada vez menor e feita de maneira mais consciente e controlada.