A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 13/08/2020

Nas últimas décadas, o consumo de drogas ilícitas entre os brasileiros aumentou consideravelmente. Dentre as substâncias que provocaram esse aumento, pode-se citar a maconha, cocaína, crack e LSD, que em sua maioria são drogas depressoras e que causam o efeito do vício entre o indivíduo. Neste mesmo sentido, dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), informaram que em média meio milhão de pessoas morrem anualmente em decorrência das drogas. Assim, esclarecendo-se a importância da problemática citada em conjunto com políticas antidrogas, fatore como o tráfico e o preconceito da população para com o usuários são algumas das questões a serem abordadas.

Em primeira perspectiva, o livro “O dono do morro, um homem e a batalha pelo rio” escrito pelo britânico Misha Glenny conta a história do traficante conhecido como Nem da rocinha a partir de uma visão diferente da usual. Em sua obra, o tráfico consiste em uma maneira de conseguir o sustento de vida de traficantes a partir das vendas e distribuição. Essa realidade presente por entre os brasileiros contribui para a ineficiência de políticas antidrogas, o que favorece o uso. Isto resulta na violência policial em locais como a cracolândia, uma área localizada no centro de São Paulo onde vivem pessoas marginalizadas em virtude das drogas.

Ademais, a criminalização dos usuários por parte da lei é afeta diretamente a busca de medidas para buscar melhores condições de vida. Dessa maneira, para a OMS, as drogas deveriam ser tratadas como uma questão de saúde ao invés de criminal, pois os chamados refugiados urbanos dificilmente veem uma saúde, os fazendo acreditar que estão presos dentro do vício. Quem comprova essa realidade é o Escritório das Nações Unidas sobre drogas e crimes (UNODC) ao mostrar que apenas uma em cada pessoa recebe os devidos tratamentos. Dessa forma, não tem a quem recorrer e ficam expostos a criminalidade e violência.

Em vista dos fatos supracitados, é necessário que medidas sejam tomadas. Para isso, o Ministério da Saúde deveria criar um plano baseado em três pilares, sendo eles: prevenção, tratamento e ressocialização por meio de investimentos em programas públicos no combate as drogas, como é o caso do PROERD. Além disso, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas que visem orientar a população sobre como lidar e como barrar o preconceito em virtude das pessoas que comumente são chamadas de drogados. Dessa forma, caso ações como essas sejam realizadas, em um futuro próximo melhorias poderão ser vistas.