A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 04/11/2020

No Brasil contemporâneo, as drogas são um grande problema para a sociedade, pois afetam diretamente o sistema carcerário e promovem o aumento da ´´Cracolândia´´ devido seu teor viciante. Ademais, o combate as drogas dá-se de maneira violenta e ineficiente, visto que mesmo havendo investimento em segurança, o problema ainda persiste ao longo dos anos. Nesse contexto, nota-se a precariedade da política antidrogas no Brasil.

A priori, a lei seca foi promulgada nos Estados Unidos em 1920, proibindo o consumo de bebidas alcoólicas, priorizando prender quem contrariava. Porém, ao contrário do esperado, o tráfico de consumíveis não diminuiu e a população carcerária aumentou significativamente. Nesse cenário, o Brasil possui problemas semelhantes aos americanos na política antidrogas, pois implantar leis abstendo cada vez mais o consumo sem nenhuma solução prática acarreta no aumento da população presidiaria, sendo necessário cada vez mais investimentos.

Em segunda instância, Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo relata uma sociedade alienada e viciada no alucinógeno ´´soma´´, tornando-os dependente da substância. Assim, comparando de forma análoga aos cidadãos brasileiros viciados em toxinas, esses são dependentes iguais aos do livro. Além disso, a falta de assistência governamental faz com que o indivíduo vá à ´´Cracolândia´´, enfrentando condições desumanas que afetam sua perspectiva de vida.

Por fim, o governo, por meio de verbas, deveria investir em palestras e em assistência social , para evitar que o cidadão ascenda no mundo das drogas. Além disso, dar assistência social para quem vive na ´´Cracolândia´´ é fundamental para tornar realmente eficiente a política antidrogas brasileiras pois fugirá de paradigmas errôneos advindo da lei seca, como por exemplo: proibir ao invés de solucionar os problemas.