A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 17/11/2020

Na série “13 Reasons Why”, na segunda temporada, o personagem Justin Foley, cujo já há um histórico familiar de vício, acaba se tornando totalmente dependente das drogas, pelo sentimento de culpa e pelos problemas que se originaram anteriormente na história. Entretanto, ainda que no Brasil, a legislação assegure a proibição da venda de drogas ilícitas, sabe-se que o tráfico está presente e o consumo da população é grande. Nesse contexto, abordamos o descaso do poder público e a busca para a formação de jovens não dependentes de drogas ilícitas.

Em primeiro plano, é primordial ressaltar a falta de medidas governamentais eficazes em respeito da venda de drogas pela população. Segundo dados fornecidos pelo Ministério Público de São Paulo, dentre os delitos denunciados pela instituição, entre 2004 a 2009, o crime de tráfico de drogas foi o que apresentou o maior crescimento. Tal qual, mostra-se que a política atual, não vem trazendo tantos resultados, quanto devia. Atualmente, com a criação de novas leis, é diferenciado o traficante do usuário, tendo pena reduzida os acusados de tráfico “privilegiado” – termo usado para classificar as pessoas que vendem drogas em pequena quantidade e que não tenham sido condenadas por outros crimes e nem envolvimento com organizações criminosas.

Vale ressaltar que, a falta de informação no ambiente escolar e a negligência familiar, influencia na vida do cidadão que começa a conviver com isso desde a adolescência, trazendo consigo a ideia de ser “dinheiro fácil”, abrindo mão dos estudos para fazer parte da criminalidade. Em função disso, as maiores apreensões são de jovens, que precisam de dinheiro e começam a comercializar drogas, não tendo amparo familiar para reabilitação e ajuda para se livrar da dependência. Visto que, campanhas como o PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) e palestras tem acontecendo nas escolas no decorrer da vida escolar para conscientizar os jovens sobre o consumo ilegal da droga.

Diante dos fatos mencionados, percebe-se que o consumo descontrolado da população junto com uma política ineficaz faz com que o tráfico nunca diminua. Para resolver tal impasse, cabe ao Estado medidas mais duras, melhoria das penitenciarias e oferecer serviços socioassistenciais. Assim, juntando o trabalho das forças Polícia Federal e Civil, e Exército Brasileiro para a melhorar fiscalização e apreensão do tráfico. Cabe também, a família e escola procurar orientar crianças e adolescentes sobre os malefícios e o prejuízo que trará para a vida do mesmo. Dessa forma, será possível controlar diminuir a circulação e evitar que as novas gerações se tornem dependentes químicas.