A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 03/02/2021
Quando se debate a respeito da política antidrogas brasileira, é necessário dizer que ela não é eficiente, pois trata esse problema como sendo essencialmente de segurança pública. Entretanto, as políticas de combate às drogas devem ser separadas em dois aspectos: saúde pública e segurança pública.
Em primeiro lugar, é fundamental entender que o problema envolvendo drogas no Brasil deve ser enfrentado, também, com políticas públicas de saúde. Infelizmente, as medidas brasileiras são quase que na totalidade direcionadas a repressão e a criminalização. Nesse viés, a ex-diretora da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, afirma: " o tratamento do consumo de drogas é uma questão de saúde". Nota-se, assim, que providências sejam tomadas tomando como base aspectos sanitários e não unicamente criminais.
Em paralelo, políticas de segurança pública também é importante para se combater essa grande dificuldade, pois está diretamente relacionado com o tráfico de drogas. Visto que, o Brasil encontra-se entre os países que mais se trafíca entorpesentes. Nesse sentido, segundo relatório do Ministério da Justiça e Segurança Pública(MJSP), a quantidade de drogas apreendidas nas fronteiras brasileiras multiplicou-se por doze no primeiro semestre de 2020. Dessa forma, é fundamental que projetos de segunça pública sejam criados para o enfrentamento sistemático do tráfico de drogas.
Portanto, medidas precisam ser tomadas. O Ministério da Saúde em parceria com os estados devem elaborar programas direcionados a saúde dos usuários de drogas, por meio da criação de clínicas médicas especializadas visando o tratamento individual e específico para cada pessoa, bem como, orientação e amparo aos familiares. Além disso, as políticas de segurança precisam ser fortalecidas. Só assim, esse grande problema poderá ser resolvido, e deixará de ser um grande entrave para a saúde e segurança do país.