A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 22/02/2021

A série Narcos, da plataforma de streaming Netflix, retrata, com elementos fictícios e reais, a vida do traficante internacional colombiano Pablo Escobar, conhecido principalmente por ser o chefe e criador de um cartel de drogas ‘‘Cartel de Medellín", responsável pela venda e distribuição de cocaína no país. A produção audiovisual também revela e permite refletir que qualquer política antidrogas é ineficaz e trás mais prejuízos do que benefícios à população e aos diversos setores da sociedade.

No Brasil, a eficiência da política antidrogas é evidentemente falha e preconceituosa, atingindo principalmente as camadas mais baixas e periféricas da sociedade, fato retratado e corroborado pela a mídia diariamente.  O economista e filósofo alemão Ludwing Von Mises apresenta sua tese de que este não é o papel do estado — tal ação, além de prejudicar os indivíduos envolvidos e seus direitos naturais também afeta e aumenta diretamente os problemas na saúde pública do país que aplica esta política. O Canadá, por exemplo, mostra que a criminalização da produção, venda e distribuição de drogas, sejam elas quais forem, só resulta no aumento de problemas de segurança e saúde, além de ser um desperdício de forças e dinheiro público.  Nesse contexto, o país em evidência aprovou o uso recreativo da cannabis em 2019 e posteriomente, com o intuito de provar a eficiência desta política, revelou os diversos benefícios à economia do país.

Por outro lado é possível fazer uma análise detalhada sobre os diversos prejuízos sociais e preconceituosos que enraizaram-se transformaram-se em esteriótipos relacionados com os atos ilícitos de venda e distribuição de drogas. Dessa forma, diariamente evidencia-se a diferença de apreensões e o modo como são realizadas abordagens feitas por quem, em teoria, teria de proteger a sociedade contra inocentes nas ruas do Brasil, mas que, na prática, praticam atos violentos baseados em esteriótipos criados por setores do Estado veladamente racista, uma vez que, na História ocidental, os negros sempre foram erroneamente relacionados com coisas e termos ruins. Ademais, a ausência de discussões acerca do assunto e a neutralidade dentro deste ambiente torna-o mais favorável para ações antidemocráticas e, posteriormente, a violação dos direitos naturais apresentados por John Locke, em específico o direito da liberdade. Em virtude dos fatos mencionados, a criminalização das drogas e a guerra contra a mesma torna visível a sua ineficácia; se a ação dada como ilegal não afeta outro senão o próprio indivíduo, não há necessidade ou justificativa do Estado de definí-la como crime. Assim, torna-se exequível a produção de ações pelo poder Legislativo que tornem a produção, distribuição e uso de drogas, legais; permitindo, da mesma forma, o surgimento de empresas especializados nessa área, trazendo mais capital e gerando mais empregos à sociedade brasileira.