A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 16/03/2021
O livro ´´Utopia´´ de Thomas More retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, hodiernamente a obra fíctcia diverge da realidade brasileira, uma vez que a política antidrogas do país é ineficiente.Diante disso, pode-se salientar que essa problemática é oriunda não somente da leniência estatal, mas também da ausência de educação igualitária.
Certamente, é importante explicitar que o Estado se torna ineficiente quando prioriza a punição de pequenos usuários, ao invés de bloquearem o grande mercado de psicóticos. Em consonância, de acordo com o Departamento Policial de São Paulo, o sistema carcerário brasileiro é falho, uma vez que não apresenta tratamentos para a reinserção social desses infratores. Dessa forma, fica evidente que o poder judicial torna-se submetidos aos narcotraficantes.
Em segunda análise, ressalta-se que a ausência de democratização de uma educação de qualidade, eleva os niveis de tráfico de drogas, pois muitos individuos visam a venda dessas substâncias como meio de sobrevivência, principalmente em periferias. Sob essa óptica, segundo o filósofo Pierre Bordieu, o individuo tende a incorporar atos e pensamentos de acordo com suas necessidades,então o cidadão que não possui conhecimentos suficientes,geralmente, opta pelo mundo do crime. Desse modo, percebe-se a importância de um ensino mais igualitário.
Em virtude dos fatos mencionados, conclui-se que é dever do Estado,por meio de verbas governamentais, disponibilizar meios de tratamentos para dependente químicos -que estão nas cadeias- com o intuito de reinseri-los na sociedade de forma honesta. Ademais, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas -apresentadas em periferias - por via de parcerias com as familias,que enfatizem a importância do estudo e o perigo das drogas. Dessa maneira, o cenário do livro ‘‘Utopia’’ pode se tornar análogo à realidade do País.