A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 16/03/2021
A droga, natural ou sintética, tem em sua composição substâncias alucinógenas e podem levar a dependência física e(ou) psicológica. Ela sempre esteve inserida em grandes civilizações do passado, como maconha para uso medicinal tanto em sociedades latinas quanto orientais, ou recreativo, como a cerveja no Egito Antigo. Contudo, com as transformações morais, culturais e tecnológicas, usar ou comercializar certos tipos de entorpecentes é visto como ilegal por grande parte das pessoas. Assim, são evidenciadas as problemáticas de preconceito com dependentes químicos, bem como o tratamento repressivo que ganham do estado.
A priori, o prejulgamento errôneo que a maioria dos brasileiros possuem com relação à outros indivíduos foi alicerçado pelos lusos desde a colonização. Segundo pesquisa do Imperial College de Londres, onde foram considerados taxa de mortalidade, prejuízo mental e material, lesões físicas etc, o álcool é a droga mais perigosa do mundo, superando a maconha, o crack e a heroína. Dessa maneira, seguindo a lógica, o álcool deveria ser o mais temido dos estupefacientes, entretanto, dada a contrução social brasileira, carregada de falso moralismo e fanatismo religioso, proapagandas na tv aberta relacionando o consumo dessa bebida à coisas boas é normalizado. Logo, se o problema é intolerância, a educação é a chave para explicar as consequências dentro da sociedade.
Outrossim, violência excessiva sempre irá piorar o problema. A Cracolândia é um grande exemplo de abandono do poder público em medidas realmente efetivas, lá estão localizados muitos usuários que já perderam bens, familiares e em maioria, moradia. Muitas das decisões tomadas é acionar a polícia, expulsar os ocupantes da região, todavia, elas só dãouma falsa sesnsação de ação do Estado, e tentam resolver uma questão complexa, de forma simplória. A melhor forma de combater esse obstáculo, seria na forma de combate, ou seja, em vez de tratar como criminalidade, enxergar como uma questão de saúde pública dos seus cidadãos, entende melhor as demandas e o contexto histórico de cada um.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar os entraves supracitados. Cabe ao Ministério da Educação, como gestor nacional da educação, promover em escolas, hospitais, universidades, palestras e debates quanto ao que causa a dependência, denotando as consequências e como proceder se estiver nessa situação, a fim de esclarecer dúvidas e prenoções, com base no preconceito e ignorância. Destarte, é dever do Ministério da Saúde, um total sistema eficiente de apoio aos dependentes de drogas, com apoio social-jurídico e acompanhemneto psicológico, com intuito de diminuir os tratamentos opressivos e mudar a situação de dentro da prova, com mais humanidade.