A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 16/03/2021

A minissérie “O gambito da rainha” retrata o uso de entorpecentes desde a infância e as consequências catastróficas do vício causado, tanto nas relações interpessoais, quanto na madeira que a sociedade enxerga. Tal ficção não fica distante da realidade brasileira, uma vez que muitos indivíduos fazem o uso de drogas, levando-os à dependência. Contudo, essa situação acontece em todas as camadas sociais, porém as políticas públicas antidrogas só enfocam em um grupo específico e não são eficientes. A partir desse contexto, é fundamental analisar as formas de tratamento com indivíduos de diferentes grupos sociais, bem como o principal impacto dessa questão para a sociedade, afim de propor medidas que, de fato, combatam tal problema.

Em primeira análise, as formas cotidianas de abordagem ao uso e ao tráfico de drogas, majoritariamente, são associadas às favelas, às pessoas afrodescendentes, aos indivíduos em situações de miséria. Prova disso, os filmes e as séries brasileiras que tratam o panorama do uso e do tráfico das drogas só mostram as camadas pobres e as violentas, ocultando os negócios de alto lucro dos ricos. Esse cenário expõe o preconceito e a forma errônea que a sociedade trata a questão das drogas. No entanto, esse pré-julgamento não limitam-se aos cidadãos comuns, mas também a aplicação das políticas públicas de prevenção do uso dos entorpecentes, visto que as intervenções concentram-se, apenas, nessas pessoas que são historicamente marginalizadas.

Ademais, tomando como o base o pensamento do escritor brasileiro Machado de Assis, o qual afirmava a existência de dois Brasis: o real e o oficial, assim também é a questão das dogras atualmente. Dessarte, grupos que já eram cotidianamente segregados pelo preconceito cultual, tornam-se, novamente, vítimas do esteriótipo e da associação das drogas ao preto da favela, pela mídia,por exemplo, dificultando a ascensão social, como também culminando e influenciando a adesão a isso. Assim, deve-se mostrar o Brasil real, teorizado por Machado, e não o oficial, empregado desde o período colonial.

Portanto, nota-se que as políticas antidrogas devem ser voltadas para todos os indivíduos usuários e portadores, independentemente da classe social. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo Federal, mais especificamente os Ministérios da Saúde e da Justiça, crie um Plano Nacional Antidrogas. Tal ação deve ocorrer por meio da criação de metas possíveis de serem cumpridas, por exemplo, interveções passificas em comunidades com alto uso de drogas com psicológos, tratamento mais humanizados dos usuários, não financiamento da prisão de pessoas do alta sociedade financeira e o tratamento de presos viciados em drogas, a fim de tornar eficiente a política antidrogas.