A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 16/03/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a saúde e o bem-estar a todos os cidadãos.Todavia,nota-se uma contradição desse preceito,na prática,quando observamos os desafios acerca da eficiência da política antidrogas brasileira,causados tanto pela negligência governamental quanto pela ineficácia do real objetivo dos meios midiáticos.

Decerto,cabe destacar que a ineficiência da Lei de Drogas,proposta no ano de 2006,se mantém em decorrência de uma falha estatal.Nesse sentido, pode-se citar a repressão violenta por parte da polícia militar em relação ao bairro Cracolândia,no estado de São Paulo,que abriga mais de mil pessoas em estado degradante,em sua maioria sendo usuários e traficantes de drogas.Assim,conclui-se que a maior responsabilidade pela dignidade e pela vida desses cidadãos é do Poder Público,sendo necessária uma urgente mudança de conduta governamental.

Ademais,destaca-se ainda como intensificadora da problemática a ação negativa das mídias.Sob essa linha de pensamento,o meio midiático é um importante perpetuador de notícias que envolvem a realidade brasileira.Contudo,o foco da imprensa no tocante ao tráfico de drogas,é,em sua maior parte,voltado para as áreas periféricas do país,desconsiderando que grande parte desse crime é financiada por pessoas de alto calão na sociedade,que não aparecem com tanta frequência em noticiários.

Logo,a fim de garantir a dignidade humana e o bem-estar da sociedade,o Estado deve aumentar o rigor da Lei de Drogas no que se concerne à punição rígida de todos os criminosos e à distinção de usuários e traficantes,por meio da contratação de profissionais voltados especificamente para essa área.Paralelamente,cabe à mídia retratar corretamente a realidade brasileira,com o fito de conscientizar a população sobre os legítimos responsáveis na discussão.Assim,será possível garantir os direitos apresentados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.