A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 16/03/2021

As palavras,no centro da bandeira do Brasil,“Ordem e Progresso”,descrevem uma nação organizada e promissora,entretanto,

quando se percebe a ineficácia da política antidrogas brasileira,constata-se,lamentavelmente,que tal descrição não ocorre,de modo desejável,na prática.Desse modo,faz-se necessário analisar a inércia do Estado e a omissão social para que se mitigue esse cenário aflitivo.

A priori,faz-se oportuno discutir a insuficiência governamental nessa questão.A esse respeito,o filósofo inglês John Locke dissertou que o Estado deve garantir os direitos naturais do cidadão,dentre eles a dignidade.Contudo,a escassez de punição para os usuários de droga e a elevada pena para os traficantes confirmam que o Poder Público encontra dificuldades para sanar tal intempérie,o que,para Locke,é a quebra do “Contrato Social”.

A posteriori,a inércia que,costumeiramente,pereniza-se na sociedade,agrava a problemática.Para o polonês Zygmunt Bauman,as relações interpessoais são fluidas,sentimentos como empatia e respeito,têm se esvaído pelo vão dos nosos dedos.O pensamento de Bauman mostra-se certo quando tratamos com preconceito e ojeriza contigentes envolvidos com droga.Destarte,são 32,6% de pessoas presas por tráfico no Brasil.

Urge,pois,mitigar esse grave flagelo social.Logo,cabe ao governo reforçar a criação de projetos sociais nas comunidades mais carentes,dando oportunidades a população de baixa renda,assim,dimunui o índice de pessoas envolvidas nesse mundo das drogas.Ademais,é papel da mídia,vide veículos televisivos e redes sociais expor formas de prevenção,concedendo notícias para todos.Desse modo,será possível alcançarmos a Ordem e o Progresso fincados na bandeira do Brasil.