A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 10/05/2021

Na série “Onde está meu coração”, o enredo trata do vício em drogas de Amanda, como isso afeta sua a família e a discussão entre eles de como será o tratamento dela. Não distante da trama, o vício em drogas é a situação de muitos brasileiros. Neste sentido, no que tange a eficiência da política antidrogas brasileira, é possível encontrar um grave problema de caráter específicos quer seja em relação a como deve ser feito o tratamento, quer seja pelo preconceito.

Primariamente, deve-se levar em consideração a sociologia de Durkheim, em que o estado de anomia faz com que o indivíduo não se sinta parte da sociedade. Essa teoria corrobora com a observação do Padre Julio Lancellotte, que presta ajuda comunitária, de que a maioria dos usuários de drogas em situação de rua, são pobres, vulneráveis e vistos como itens que incomodam e descartáveis da sociedade, usando assim as drogas como forma de fuga. Desta forma, são vistos como criminosos e não como um problema de saúde como no caso de Amanda na série supracitada.

Ademais, assim como a mãe de Amanda proe que ela seja tratada em liberdade o programa da cidade de São Paulo, “Braços Abertos”, visa tratar o usuário em regime aberto e não solicitando a abstinência dele. O programa oferece dignidade por meio de trabalho remunerado, moradia e refeição. O projeto divulgou os resultados com queda no número de pessoas na Cravolândia, e a redução do uso de drogas de 60% por usuário. Demonstrando assim que não se trata de uma situação criminosa, mas sim de saúde.

Portanto, diante do que foi apresentado, medidas precisam ser tomadas. Cabe ao Estado, por meio do Executivo em parceria do Ministério da Saúde, liberar subsídios para que haja mais programas de tratamento aos usuários de drogas em liberdade, com trabalho, moradia, palestras com especialistas e acompanhamento psicológico. Também cabe ao Estado realizar mudanças na política de forma que a causa para de ser vista como forma criminal, mas de questão de saúde pública. Com isso, talvez, o preconceito e a política antidrogas possa ser mais eficiente no Brasil.