A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 14/06/2021
Na série “Euphoria” do canal HBO, a protagonista Rue é afetada por um vício as drogas que inclusive leva à uma overdose. Como ela, diversos brasileiros são afetados diretamente por essa doença e são negativamente afetados por uma estratégia de combate aos entorpecentes ineficiente que ignora os aspectos de saúde pública em favor dos criminais da questão e estigmatiza os usuários como criminosos.
Primeiramente, vale ressaltar como o poder público trata o problema como sendo exclusivamente de aspecto criminal. Com isso, ações que deveriam ser tomadas para diminuir a mortalidade de dependentes químicos não são realizadas e medidas combativas com caráter punitivo sejam utilizadas de forma exarcebada aumentando ainda mais a contagem de corpos da guerra às drogas.
Além disso, a própria população rotula os adictos como delinquentes e os força para a margem da sociedade, onde eles tem dificuldades de encontrar meios para combater a patologia que lhes aflige e são incapazes de conseguir se posicionarem no mercado de trabalho. Por isso, muitos recorrem ao crime para financiar o seu vício e se unem as fileiras do crime organizado.
Portanto, nota-se que os problemas com a politíca antidrogas são complexos e de díficil resolução, no entanto, medidas podem ser tomadas para aliviar essa problemática. Cabe ao Estado, na sua função de garantidor da vida, realizar ações socioeducativas como palestras e aulas em salas de aulas e centros culturais municipais com o objetivo de diminuir o preconceito da população em relação aos usuários e cabe ao legislativo passar leis que visem mudar o paradigma do combate às drogas no brasil para que medidas mais efetivas possam ser tomadas.