A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 04/07/2021
No filme “Tropa de elite”, são apresentadas as operações do BOPE que lutam para enfraquecer as organizações criminosas nas favelas do Rio de Janeiro, porém, muitas pessoas são feridas e presas pelos agentes por serem apenas usuários de entorpecentes. Fora da ficção, no Brasil, com a criação da política de antidrogas obteve alguns problemas em diferenciar o traficante e aquele que usa apenas por consumo pessoal. Como também, a presença de policiais corruptos que se envolvem com criminosos para ganharem dinheiro com o tráfico de narcóticos.
Em primeiro plano, é importante destacar a importância da distinção entre aquele que lucra com a exportação de drogas e os usuários. A respeito disso, de acordo com a AgênciaBrasil, com o início da Lei de Drogas, em 2006, o número de pessoas presas por tráfico de narcóticos aumentou instantaneamente. Dessa forma, muitas operações policiais acabam sendo prejudicadas pelo fato que, os reais criminosos que exportam milhares de entorpecentes para outros países, acabam sendo esquecidos, pelo fato que as ações das autoridades acabam se preocupando com “microtraficantes” que, em grande maioria, podem ser apenas indivíduos que usam para consumo próprio e são interpretados de forma incorreta pelo sistema.
Sob outro prisma, é imprescindível ressaltar a presença agentes da justiça desonestos que auxiliam os traficantes. Análogo a isso, segundo o jornal Extra, o estado do Rio de Janeiro, que é o local com a maior presença do crime organizado do Brasil, foi registrado que 30,2% de casos envolvendo policiais são por causa da corrupção. Nesse sentido, essa noticia já revela a ineficácia do sistema policial ao combate das substâncias ilícitas, em que parte das forças policiais que deviam está batalhando contra o tráfico, infelizmente acabam entrando nas organizações criminosas. Sabe-se que, somente o sistema policial pode gradativamente diminuir a comercialização alucinógenos no Brasil, porém, isso só é válido, com a presença de investigadores disciplinados e especializados.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar esse imbróglio. Destarte, cabe ao Ministério da Justiça, realizar a contratação de mais agentes peritos no combate ao tráfico de drogas, a fim de diminuir a presença de agentes corruptos nos sistemas policiais e promover o retrocesso do crime organizado no Brasil. Além disso, o Poder Legislativo pode, ainda, reformular a Lei de Drogas, ajustando a pena para aqueles que usam e os que são realmente traficantes, assim, reduzindo o número presos nos presídios. Somente assim, alcançar-se-á a extirpação das contrariedades supracapacitadas, como previsto pelo filme “Tropa de elite”.