A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 06/07/2021
Para Émile Durkheim a sociedade assim como um organismo biológico constitui-se por partes igualitárias e coesas,sedo particular a comunidade humana fazer valer os direitos dos cidadãos.Contudo,no Brasil isso é transgredido,haja vista que as atuais políticas antidrogas falham na prevenção e na recuperação.Essa situação lamentável,acontece tanto pela falha instrução educacional quanto por displicência do governo.
A princípio,é válido salientar que o modelo tradicional de ensino prejudica a implantação de novas políticas antidrogas no Brasil.Nesse sentido,segundo o intelectual Paulo Freire,‘‘Se a educação sozinha não transforma a sociedade,sem ela tampouco a sociedade muda’’.Nessa perspectiva,compete a escola trabalhar pedagogicamente o cotidiano social dos estudantes,como é o caso do uso e venda de entorpercentes por jovens-maiores alvos de traficantes-,no entanto muitas instituições visam somente a sintetização de conteúdos mediante habilidade de memorização.
Outrossim,de acordo com Montesquieu,protagonista na tripartição dos poderes políticos,a existência de boas leis não assegura por si justiça.Logo,verifica-se essa insegurança legal no Brasil,à medida que embora a Constituição de 1988 garanta saúde a todos,em muitas regiões do interior do Norte,Nordeste e periferías das grandes cidades do Sudeste inexistem cetros especializados no tratamento dos dependentes químicos.Desse modo,os direitos assegurados em nossa Lei Maior,estão apenas no papel.
Infere-se,portanto,que o ambiente escolar restrito ao lecionamento convencional e a vaga atuação do Estado no cumprimento da vigente Carta Magna são fatores que tornam às vigentes políticas antidrogas brasileiras ineficientes.Dessarte cabe às prefeituras quanto agentes sociais próximo aos cidadãos,usando parte do físco municipal repasses federais e estaduais,atuar a curto e longo prazo.De imediato,em parceria com escolas públicas e privadas locais,promover trimestralmente palestras e rodas de conversa entre alunos,pais,psicólogos e membros da forças militares,para discutir e sanar dúvidas sobre o consumo e comércio de narcóticos entre os jovens.Mais adiante,construir nas áreas carentes já mencionadas clínicas de reabilitação a usuários de drogas que buscam recursos terapêuticos e acolhimento para abandonar o uso de entorpecentes.Dessa forma,com esse conjunto de medidas é possível que nossa sociedade seja mais articulada tal qual um ‘‘Corpo Biológico’’.