A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 16/07/2021
Na série “Narcos”, Pablo Escobar constroí um império por meio do tráfico internacional de drogas que gerava empregos ilegais e utlizava a influência política para alcançar mais lucro. Apesar da luta contra as drogas e da existência da Lei de Crimes Hediondos, tais medidas não foram suficientes para acabar com esse tráfico, já que a política antidrogas, no Brasil, não consegue controlar o crescimento desse mercado devido à ineficiência de políticas públicas nas periferias e à expansão do consumo de psicoativos no país. Logo, o Estado deve possibilitar projetos sociais aos mais vulneráveis à essas ações incorretas.
A priori, o modo de enfrentamento de traficantes nas favelas, com o uso da violência e da lei não têm demonstrado resultados significativos. Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa, visto que essa ferramenta utilizada em projetos sociais, nos bairros periféricos ,são muito mais eficientes que o uso das armas, porque esses programas ajudam a inserir os indivíduos ,no ornamento coletivo, e promover o desenvolvimento profissional, afastando essas classes sociais do uso e do tráfico desses psicotrópicos. Portanto, a política antidrogas só é viável quando apresenta propostas de mudança da realidade social dessas pessoas.
Ademais, a mídia denigre a imagem do jovem nas periferias, mas não relata sobre a elite e os políticos que também sustentam esse mercado. De acordo com Karl Marx, as ideias do século representam os valores determinados pela classe dominante, uma vez que muitos seres humanos privilégiados reforçam esteriótipos de traficantes como jovens negros, mas quem financia essas organizações criminosas são empresários e governantes corruptos. Dessa forma, cabe ao Ministério da Justiça punir todos os envolvidos nessa prática e não apenas os mais vulneráveis.
Diante do exposto, é importante que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Economia, possibilite cursos técnicos e uma educação de qualidade para as comunidades mais carentes, intensificando as políticas públicas e a geração de empregos, por meio de associações de empresas privadas de ensino, com a finalidade de melhorar a vida desses cidadãos e diminuir o número de usuários, logo, de traficantes também. Só assim, será possível fazer uma gestão contra a utilização e venda de psicoativos.