A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 03/08/2021

Drogas são substâncias químicas entorpecentes e viciantes que prejudicam a saúde do usuário. O Estado Brasileiro se mostrou ineficiente em combater as drogas, pois, através de incursões policiais, fomenta a violência policial e casualidades civís sem obter nenhum resultado de longo prazo.

Primeiramente, é importante notar como a violência policial afetou o combate aos entorpecentes. Uma reportagem da ``TV Folha´´ mostrou que cidadãos inocentes que moram em periferias têm seus direitos suspensos, de forma arbitrária e pautada em preconceito, enquanto traficantes de grande porte não são capturados. Esse fato mostra como a polícia é ineficiente em prender indivíduos perigosos, porque estão focando na população comum.

Além disso, o modelo atual de operações policiais gera diversas casualidades civis e gera poucos resultados. Reportagens do ``Jornal Nacional´´ mostram que nas operações realizadas contra o tráfico na Favela da Rocinha prenderam traficantes pequenos em detrimento de casualidades civis. Ou seja, mesmo com as prisões, o tráfico continou forte na região, mesmo ao custo da morte de cidadãos inocentes. Portanto, tal modelo de incursões é ineficaz e sem sentido.

Em suma, é preciso adotar novas táticas policiais para o combate ao tráfico. Para isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve criar, através da colaboração de policiais federais, novas táticas e regras para o combate às drogas no contexto policial, como, por exemplo, proibir incursões diretas e chamativas contra as favelas, podendo adotar modelos mais táticos e furtivos, em operações de extração de alvos com mandados de prisão, o quanto antes. Com isso, executando operações mais furtivas e menos truculetas, o número de casualidades civis diminuirá e as chances de sucesso da operação serão maiores, aumentando a eficiência da política polícial antidrogas no Brasil.