A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 18/10/2021

A Guerra do Ópio - conflito gerado pelo comércio ilegal de ópio aos chineses - proporcionou a criação da Política Antidrogas no território Chinês, o que ocorreu também no Brasil, e tal medida se mostrou ineficiente. Dessa forma, a política antidrogas é, infelizmente, ineficiente para atingir resultados consolidados e benéficos na sociedade. Esse cenário nefasto, é oriundo da preferência policial em combater o microtrafico ao invés do macrotrafico.

Primordialmente, é fulcral pontuar que a preferência das polícias brasileiras em combater o pequeno traficante e não a grande rede é um agravante do empasse. Assim sendo, segundo dados do G1, um a cada três presos são traficantes de drogas, que não representam poder no sistema complexo do tráfico, e então sua aprenssão não desestabiliza o tal sistema e sim superlota as cadeias, ou seja, é mais importante a apreensão dos grandes e ricos traficantes do que de negros marginalizados. Então, uma mudança na atividade policial deve acontecer para inibir a questão.

Ademais, vale ressaltar que a negligência do Estado e da Mídia em discutir questão relacionadas ao tráficos de entorpecentes é outra grave análise. Nesse sentido, como visto no filme “Tropa de Elite” de 2007 é retratada missões policiais que buscam apaziguar o Morro do Turano e evidencia o descaso dos órgão midiáticos e a população em geral em promover debates e ajudas para o combate dessa rede de violências. De tal modo, a superação só ocorerrá com a união dos agentes sociais.

Portando, medidas são cabíveis para promover eficiência na política antidrogas. Logo, é imprescindível que, o Ministério da Segurança- órgão federal que gerencia e direciona atividades que zelem da ordem social - deve buscar atividades que capturem grandes traficantes e deve incentivar os pilares da comunidade a facilitarem seu trabalho por meio de denúncias, conexões infiltradas, investimentos financeiros a fim de inibir o tráfico de narcóticos e a violência associada. Sendo assim, a harmonia social será preservada e as consequências da Guerra do Ópio não se perpetuarão.