A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 14/08/2021
“Dom” é um seriado de televisão que retrata a dura realidade de um jovem adulto, filho de pai policial que dedicou sua vida a combater o tráfico de drogas, viciado desde a infância em cocaína. Tal contradição presente na história pode ser utilizada com analogia para a ineficaz política antidrogas brasileira, dado que ao focar suas ações na repressão do uso dessas substâncias ilícitas, tornou-as um problema de saúde pública no país. Por isso, é de suma importância, para amenizar essa problemática, elucidar os benefícios associados à legalização do uso de drogas somada às campanhas governamentais que diminuam o interesse dos jovens pelas drogas.
Sob esse viés, é possível afirmar que a legalização das drogas seria muito mais eficaz e vantajosa do que a atual política antidrogas do Brasil. Haja vista que a substituição das ações do Estado que visam punir severamente os traficantes, como previsto na Constituição federal de 1988, por leis que regulamentariam a produção e a venda dessas substâncias, surtiriam mais efeitos e benefícios para a nação. Dado que o governo conseguiria controlar toda a escala produtiva, assim gerando capital para os cofres público e desmantelando o lucrativo mercado do crime organizado. Logo, a violência associada ao tráfico de drogas seria diminuída e a união, por meio da taxação de impostos sobre essas substâncias, teria mais recursos para investir em outras ações antidrogas.
Ademais, é valioso analisar o papel mais eficaz que campanhas de conscientização governamentais teriam em oposição às atuais políticas antidrogas. Uma vez que com defendido por Pitágoras, filósofo clássico da Antiguidade, a melhor forma de evitar a necessidade de punir os adultos é a instrução dos jovens. Ou seja, se o Estado desenvolvesse campanhas que visassem, no processo de Socialização Primária, combater a “glamorização” do uso de drogas pelos adolescentes menos seria preciso investir no tratamento e em punições para os envolvidos com a questão das drogas. Dessa maneira, é evidente a importância dessas novas abordagens para reverter esse problema no território brasileiro.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas em relação as políticas antidrogas brasileiras. Sendo assim, cabe ao Estado, por meio do poder legislativo, aprovar leis que descriminalizem o uso e a venda de drogas, a fim de diminuir a violência no país, enfraquecendo o lucrativo comércio do crime organizado e arrecadar capital para a união. Além disso, é necessário também a criação de campanhas de conscientização nas escolas, com o objetivo de elucidar, desde à infância, a questão dos efeitos possivelmente negativos do uso de drogas. Desse modo, a questão da ineficácia das políticas antidrogas serão amenizadas e a analogia com a contradição presente no seriado não será mais associada as ações do Brasil.