A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 06/11/2021
Em pleno século XXI, é perceptível que a criminalidade ainda afeta o Brasil. Infelizmente, mesmo com leis impedindo o tráfico de drogas, ele persiste bastante presente. A pouca intervenção estatal e a fragilidade das leis são fatores que impedem uma erradicação deste problema no país.
Em primeiro plano, evidencia-se que as pessoas não estão protegidas. Muitas famílias vivem próximas de pontos de tráfico. Se alguém é usuário de drogas e não tem dinheiro para pagar, muitas vezes é ameaçado de morte. Para não ficarem no prejuízo, os traficantes forçam-no a trabalhar para eles. Com isso, formam-se comunidades criminosas que se multiplicam exponencialmente. Michael Jackson, cantor e compositor, na canção “They Don’t Care About Us”, critica a irresponsabilidade do Estado em atuar nas necessidades da população, gerando uma sensação de invisibilidade social aos cidadãos. Analogamente, fica nítido o descaso do governo com tais vítimas que têm esse mesmo sentimento diariamente.
Em segundo plano, observa-se a pouca influência que as leis causam nos criminosos. Muitos transgressores não se importam em cometer crimes por conta da facilidade de burlar a justiça brasileira. A última Constituição foi em 1988, em um cenário diferente do atual. Heráclito de Éfeso, filósofo pré-socrático, dizia: “Nada é constante, exceto a mudança”. Nessa perspectiva, percebe-se que tudo está em constante transformação. Então, um documento tão importante do cidadão não pode ficar 33 anos sem alterações, afinal, a criminalidade foi se adaptando nesse período.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar o avanço do tráfico de drogas no país. O governo deve atuar na segurança da população, por meio de investimentos na segurança pública, de modo que os bandidos se sintam acuados com a presença da polícia, a fim de garantir a proteção dos brasileiros. Concomitantemente, os sistemas legislativo e judiciário devem atualizar a Carta Magna, em atualizações a cada 5 anos, de forma que as leis não percam suas eficácias, para permitir um Brasil com menos tráfico, mais segurança e com direitos e deveres assegurados para todos.