A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 17/11/2021
No seriado “Os Simpsons”, em um de seus episódios, a família vem ao Brasil em temporada de férias com objetivo de desfrutar de bons momentos entre parentes. Entretanto, ao adentrarem o país, ficam constrangidos ao depararem-se com situações deploráveis. De maneira análoga, a ineficácia da política antidrogas brasileira apresenta-se como uma questão de constrangimento nacional. Dessa forma, é evidente que a problemática advém da inoperância governamental. Logo, a falta de políticas públicas, bem como o egoísmo social perpetuam o entrave.
A princípio, cabe evidenciar a falta de políticas públicas como promotora do entrave. Isso porque, de acordo com o filósofo John Locke, é dever do Estado garantir que os cidadãos desfrutem de seus direitos imprescindiveis, como a manutenção da segurança. Nessa perspectiva, há uma violação do contrato Lockeano quando não há uma promoção efetiva de políticas públicas que visem combater diretamento o porte e o tráfico de drogas no cenário nacional. Nessa lógica, a população fica à mercê de casos de violência e roubos, os quais são propiciados pela dependência química dos usuários, esses que buscam maneiras apelativas para a conquista de dinheiro, objetivando suprir necessidades causadas pela droga. Assim, nota-se a necessidade da alteração nesse cenário.
Ademais, o egoísmo social auxilia na perpetuação do óbice. Isso dado que, consoante à canção “I Am Wrong” do grupo sul-coreano BTS, a sociedade hodierna caracteriza-se como egoísta quando normaliza condições preocupantes. Nesse sentido, a ineficácia da política antidrogas no Estado pode ser vinculada à composição quando os indivíduos permanecem omissos perante o uso de drogas, muitas vezes, considerado aceito socialmente em baladas e encontros juvenis. Nessa perspectiva, a utilização de entorpecentes, considerada ocasional, gera dependência e busca constante, o que, consequentemente, faz com que a taxa de usuários químicos e de circulação de narcóticos no país aumente. Logo, faz-se necessário que haja um posicionamento social frente ao infortúnio.
Portanto, medidas são essenciais para modificar esse cenário. Logo, o Ministério da Educação, órgão responsável pela educação dos brasileiros, deve, por meio de palestras transmitidas em suas redes sociais e no meio escolar, promover a popularização do entendimento de que faz-se necessário conter o uso de drogas, bem como perceber os maléficios que essa prática acarreta para o cidadão e para a nação, a fim de diminuir a taxa de usuários quimícos e, por consequência, o tráfico dessas substâncias. À vista disso, o entrave será solucionado e a situação vivenciada pela família Simpsons não passará de ficção.