A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 23/03/2022
O humorista Dianho, em sua aparição no Flow Podcast, narra sua história de envolvimento com narcóticos. Isso abriu a discussão sobre a política antidrogas brasileira, que se mostra ineficaz. Tal cenário ocorre devido à negligência frente aos grandes traficantes e à precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS). Logo, essa problemática carece de soluções.
Sob esse sentido, destaca-se a incompetência perante os grandes traficantes. Nesse contexto, tem-se como base a série “Breaking Bad”, cujo enredo mostra que, na maioria das vezes, só os pequenos vendedores de entorpecentes são presos, enquanto os maiores permanecem ativos nesse comércio. Ante o exposto, nota-se que a política antidrogas é pouco eficiente, visto que os principais produtores e comandantes do tráfico, normalmente, não são detidos. Assim, esse ramo não é efetivamente minimizado, de modo a se perpetuar na sociedade.
Ademais, vale citar a precariedade do SUS. Segunte o site G1, em 2016, uma mulher de Porto Alegre foi chamada para o atendimento público onze anos após sua morte. Isso é alarmante, dado que, em relação aos viciados em narcóticos, eles não conseguem um bom tratamento gratuito, por causa da alta demanda e baixa acessibilidade do sistema. Por conseguinte, esses indivíduos continuam a usar entorpecentes, o que fomenta esse mercado no Brasil.
Portanto, é preciso solucionar esse panorama. Para isso, a fim de garantir uma política antidrogas eficaz, cabe ao Ministério da Saúde e ao Congresso melhorar a dinâmica em pauta, mediante o direcionamento de recursos não só para a recuperação dos viciados, mas também para a procuração e captura dos grandes chefes do tráfico, de forma a diminuir, com êxito, esse comércio em território brasileiro. Destarte, o debate gerado por Dianho será encerrado.