A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 20/04/2022

Em julho de 2018, o programa Fantástico, filiado à rede Globo, abordou em uma matéria diversas questões relacionadas à eficiência da políica antidrogas do Brasil, cujos principais desafios retratados estavam relacionados à relação entre grandes traficantes e políticos e à ausência de qualidade de vida em zonas periféricas. Todavia, ainda hoje, permanecem os mesmos problemas, logo, medidas são necessárias para coibir estas intempéries.

Primeiramente, a relação existente entre políticos e traficantes é comprovada por uma matéria de 2016 da revista veja, em que um helicóptero, do então senador, Aécio neves, foi apreendido com 500kg de cocaína. Tal acontecimento torna clara a relação entre políticos, interessados em dinheiro e poder, e os narcotraficantes. Por se tratar de uma relação de interesses, de acordo com o médico psiquiatra Carl Young, ambos os lados tendem a se beneficiar. Com o uso do poder, o político diminui o impacto das leis, com o dinheiro, o traficante supre a ganância dos cargos públicos. Logo, fica claro que para que ocorra, com maior eficiência, a política antidrogas do Brasil, deve-se selecionar melhores representantes políticos.

Ademais, outro problematizador da política antidrogas do Brasil é a baixa qualidade de vida das zonas periférias. Isso porque, consoante estudos recentes da ONG(organização não governamental) Mães de Favela, setenta por cento dos jovens, de até 15 anos, adentram à vida criminal por necessidades básicas, como alimentação e remédios. Tal pesquisa torna evidente que, caso a qualidade da vida das pessoas dentro de favelas melhorasse, a captação de jovens para a criminalidade diminuiria e, consequêntemente, a estrutura do funcionamento do tráfico também, tendo em vista que esta se baseia na necessidade dos jovens.

Portanto, urge a necessidade de mudanças. O Governo, como instância máxima de poder e organizador da ordem social brasileira, deve, por meio da criação de novos impostos e captação de recursos financeiros pelos mesmos, investir em estruturas dentro de periferias, buscando, com isso, melhorar a qualidade de vida das pessoas qu ali vivem, tirando-as da miséria . Com isso, reduzindo o número de jovens que adentram à criminalidade, desestruturando, assim, o tráfico no Brasil. Assim, tomando tais atitudes, o problema da política antidrogas será resolvido.