A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 25/05/2022

No livro “Utopia” de Thomas More, é retratado um ambiente no qual a consciência coletiva e eficiencia do Estado são ferramentas cruciais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que, apesar dos avanços alcançados pela “Política antidrogas”, o tráfico de entorpecentes continua mais visível do que nunca, no dia a dia da população, representando um obstáculo para uma nação alienada e passiva como a brasileira. Nesse sentido, a nossa cultura de “aceitação” e a passividade são vistos como pilares da chaga.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer como a ineficiência de políticas de repre-ssão ao tráfico de drogas é uma ocorrência atual. Além disso, é por causa dessa bolha sociocultural que a alienação é formada: Ao presenciar o crescimento grada-tivo e frequente do tráfico de drogas nos centros urbanos, as pessoas tendem a habituar-se a ele. De acordo com a escritora francesa Simone Beuvoir, viver-se em uma sociedade firmada no senso comum, em que o conhecimento popular, adqui-rido pela observação e repetição de questões, forma estereótipos. Paralela-mente, percebe-se que o indivíduo, inserido nesse panorama, é condicionado a padronizar a falta de eficiência do Estado na repressão contra as drogas, como um fato normal e cotidiano, seguindo alienado e sem tomar medidas para mudar o atual estado.

Além disso, nota-se uma considerável passividade da população. Conforme a “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel - que ocorre quando o sujeito passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Sob esse prisma, entende-se que, ao analisar a permanência do determinismo e a falta de eficiência dos Governos, o ser humano inclina-se a adotar essa “Atitude”, tornando-se passivo e inerte perante a problemática.

Portanto é fundamental que essa ineficiência seja atenuada. Para isso, os Três Poderes devem agir em conjunto para tornar as penas de traficantes cada vês mais severas, em forma de projetos de leis que tornem viáveis penas mais severas e, por outro lado, incentivos do executivo para que tais delinquentes tenham oportunidades de ingresso no mercado de trabalho, por meio de incentivos fiscais, para não só combater com eficiência a chaga, mas também, dar oportunidades de mudança de vida a esses. So assim chegaremos perto da “Utopia” de More.