A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 07/06/2022
Em janeiro de 2021, um projeto legislativo foi aprovado no estado da Califórnia, nos EUA, promulgando a flexibilidade e a falta de punição para o porte e venda de compostos a base de cannabis. Nessa perspectiva, os dados positivos resultantes dessa lei, publicados pelo New York Times, analisa uma tendência global, aonde as políticas antidrogas tomam caráter mais humano e deixam de focar na repressão e na violência. Sendo assim, é essencial analisar as atuais medidas brasileiras contra entorpercentes, utilizando isso para propor melhorias e métodos ideias de ação.
No contexto atual, o Brasil coloca-se, junto com outros países desenvolvidos, em uma promessa da “Guerra contra as Drogas”, isto é, operações e atividades policiais envolvendo a captura, prisão e regulação de substâncias chamadas ilegais. Mesmo que essas ações promovam certa melhoria em pequenas comunidades, como julgam os dados da Folha de São Paulo, os mesmos números também indicam um crescimento relacionado no que se refere ao dinheiro movimento pelo mercado ilegal, consequente das vendas de armas, da corrupção policial e de movimentações financeiras, como diferenças entre a oferta e demanda de ambos produtos e trabalhadores, aonde quem se beneficia são os grandes empresários que agem por trás dos panos, com grande capacidade financeira e poder político.
Apesar disso, ainda há capacidade de progresso quando se trata de lidar com os efeitos que os compostos causam na sociedade. Dessa forma, seguindo o exemplo de constituições progressistas como a do Canadá, por exemplo, que introduzem regulamentos de flexibilidade quanto aos comércios de alguns tipos pouco tóxicos, enquanto age de forma estruturada ao buscar os fornecedores e agir conscientizando os jovens sobre os problemas do uso indiscriminado de qualquer químico ilícito, seguindo a emenda 1986.2 da Constituição Federal Canadense.
É ideal, portanto, ao seguir o exemplo supracitado, implementar mudanças a partir de propagandas de conscientização, promovidas pelo Ministério da Defesa em conjunto com o Ministério da Propaganda. Isso deve ser feito através de verbas deslocadas do combate direto ao tráfico, mantendo-o, porém compartimentando a operação, visando assim combater os grandes empresários em conjunto com o tráfico, possibilitando assim o mundo tão sonhado de lucidez e paz.