A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 07/08/2022
Na série “Sintonia” é retratado um esforço continuo das autoridades militares para diminuir o tráfico de entorpecentes. Desse modo, é possível perceber uma semelhança entre a obra mostrada e a sociedade contemporânea, visto que muitos são os desafios para melhorar a política de antidrogas no Brasil. Dessa forma, faz-se crucial analisar a insuficiência da máquina pública e a desigualdade social como principais elementos que influenciam o problema.
Diante desse cenário, é válido ressaltar, antes de tudo, que a indeligência governamental é uma peça chave para a problemática. Seguindo essa premissa, segundo filósofo inglês John Locke, o governo tem o dever de proteger e assegurar a liberdade da sociedade. Nesse sentido, a máquina pública não cumpre seu papel segundo a ideologia do pensador, pois a violência usada para diminuir os usuários de drogas, infringe o direito de liberdade do cidadão e como também tem mostrado-se ineficaz para o combate de entorpecentes.Logo, é ilógico pensar que em um país que se considera desenvolvido a saúde desses sujeitos seja colocada em segundo plano.
É preciso, sobe o segundo olhar, destacar a participação nociva da diferença de classes sociais. Seguindo essa analogia, o filósofo brasileiro Ariano Suassuna, pontua que existe uma injustiça secular que divide o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos. Nessa perspectiva, a parcela da sociedade que não possui uma boa condição de vida são mais propensos a se envolver no mundo das drogas, pois o ambiente em que vivem influência. Sendo assim, enquanto os moradores de periferias persistirem na prática, os entorpecentes continuará a afligir a comunidade brasílica
Infere-se, portanto, a necessidade de atenuar os desafios para melhorar as políticas antidrogas no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde- responsável por dispor de condições para a proteção e recuperação da saúde da população - auxiliar os usuários de drogas, por meio diálogos e tratamentos adequados para cada indivíduo, a fim de diminuir as consequências que os entorpecentes podem causar a saúde do dependente. Assim, observar-se-á um país em progresso e a realidade vista em “Sintonia” ficará apenas na ficção.