A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 31/07/2022

Na série “Elite”, nota-se vários jovens tendo contato com álcool e drogas como uma forma de “diversão”, além de não terem dificuldade para obter tais entorpecentes. De maneira análoga a isso, percebe-se a importância de uma política antidrogas eficaz para evitar tal comportamento na sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois importantes aspectos: o fato de jovens usarem entorpecentes para diversão e a falta de recursos para tratar dependentes químicos no Brasil.

Diante de tal cenário, evidencia-se o fato de a maioria dos jovens usarem drogas como forma de diversão. Sob esse viés, percebe-se que tais jovens acreditam que as drogas são a única forma de alcançar uma felicidade momentânea, além de muitos adolescentes comercializarem tais entorpecentes pela facilidade em conseguir dinheiro - como ocorre na série “Quem matou Sara?”, na qual a protagonista decide vender drogas para conseguir dinheiro. Diante disso, nota-se que muitos adolescentes são excluídos por não usarem nenhum tipo de droga, e tal problema necessita de ações para mitigar tal comportamento.

Outrossim, nota-se a falta de recursos para tratar dependentes químicos em território brasileiro. Sob essa ótica, nota-se que, pelo fato de não receberem apoio financeiro do governo, muitas clínicas exigem um preço muito alto pelo tratamento de dependentes, custo que nem todas as famílias podem pagar e a maioria acaba deixando seus parentes nas ruas, como ocorre com inúmeros casos da Cracolândia - maior aglomerado de dependentes químicos do Brasil. Consoante a isso, evidencia-se a falta de investimentos nas clínicas de tratamento para dependentes, tendo em vista que nem todos podem pagar por sua internação e acabam não saindo dos vícios.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter tal imbróglio. Para tanto, cabe ao Ministério da Cidadania - órgão responsável pela Política de Desenvolvimento Social - desenvolver políticas para diminuir o número de dependentes nas ruas através do investimento em clínicas de tratamento em vícios. Somente assim, se consolidará uma realidade brasileira distante da série “Elite”.