A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 07/08/2022
No livro “Ensaio sobre a cegueira”, retrata-se a invisibilização de certos problemas da sociedade. Infelizmente, na realidade brasileira, a crítica de Saramago é verificada na política antidrogas no Brasil, tendo em vista que não é eficiente na resolução da questão. Nesse contexto, percebe -se a consolidação de um grave problema, em virtude da ausência de debate e da falta de punição para os verdadeiros criminosos.
Nessa perspectiva, a política antidrogas não vai funcionar se não houver debate com a população, visto que as pessoas não sabem realmente como essa política funciona. Sob essa ótica, segundo o filósofo Foucault, na sociedade alguns temas são silenciados para que as estruturas do poder sejam mantidas. Nesse sentido, para haver a colaboração da comunidade brasileira é necessário que haja informação, já que, em nenhum lugar é abordado e para isso acabar é fundamental que o Estado informe a sociedade para, assim, garantir informação para todos.
Além disso, para a política antidrogas funcionar é preciso punir os verdadeiros criminosos, dado que não tem investigações para o responsável que distribui as drogas. Desse modo, para o escritor Marquês de Maricá, o sistema de impunidade é também o promotor de crimes. Consoante a isso, não adianta punir os usuários de drogas e deixar os distribuidores soltos, uma vez que não vai ser eficiente para acabar com a venda e o consumo. Logo, é lamentável que o Estado demore tanto para punir os verdadeiros criminosos.
Portanto, o Poder Legislativo, em parceira com a Polícia civil - responsável pela segurança de uma sociedade - deve fiscalizar e punir os verdadeiros traficantes, por meio de investigações nos locais de vendas de drogas, a fim de que a política antidrogas funcione e a população possa gozar de seus direitos.