A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 01/08/2022

“O enfrentamento desse problema deve ser tratado não como um caso de polícia, mas como uma questão de saúde pública”, frase dita pela diretora da Organização Mundial da Saúde. De maneira análoga a isso, é visível a falta de eficiência da política antidrogas brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o consumo desses estimulantes e o tráfico em áreas de maior vulnerabilidade social.

Em primeira análise, evidencia-se que o uso de drogas é um grande causador de problemas na saúde pública, principalmente em pessoas em estado de rua, que vivem em situações precárias. Sob essa ótica, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) mais de 500 mil pessoas morrem por dependência química anualmente. Dessa forma, o grande número de mortos pelo uso de entorpecentes é resultado do falho sistema antidrogas brasileiro.

Além disso, é notório o tráfico em áreas de populações vulneráveis, como nas favelas. Desse modo, Honoré de Balzac diz: “o homem não é bom nem mau, nasce com instintos e aptidões”. Consoante a isso, em regiões fragilizadas, marcadas pela pobreza, pela desigualdade social e pela falta de oportunidades, os cidadãos, na busca de meios para sua sobrevivência em lugares com poucas opções de sustento encontram o tráfico de drogas como solução para suas dificuldades.

Depreende-se portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a eficiência da política antidrogas no brasil. Dessa maneira, cabe a OMS, a contratação de profissionais capacitados que tenham experiência e saibam trabalhar com a população em discussão, por meio de verbas recebidas do governo que seriam destinadas à esse público, a fim de que cada vez mais pessoas saiam do estado de vulnerabilidade. Somente assim, o enfrentamento desse problema passará a ser tratado como uma questão de saúde pública e será resolvido de maneira eficaz.