A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 01/08/2022
No filme “Cidade de Deus” produzido pela GloboFilmes, é apresentada a violência vivida pelos moradores do bairro Cidade de Deus. Ao longo da trama, é colocado em foco a vida dos jovens que são atraídos para o tráfico, por conta do ambiente violento a qual eles estão inseridos. De maneira análoga a isso, os 243 milhões de usuários de drogas no mundo, um número alarmante que prova que as políticas antidrogas criadas não são eficientes. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a entrada de drogas pelas fronteiras e a facilidade no acesso às drogas pelos jovens.
Em primeira análise, evidencia-se como as fronteiras tem um papel importante para a entrada de novas drogas no Brasil. Sob essa ótica, é importante ressaltar que são pouquíssimas as produções de drogas em território nacional, sendo assim os traficantes compram mercadorias dos principais produtores de cocaína e maconha do mundo, Bolívia e Paraguai, apesar da Lei 11.343/06 recriminar o uso das fronteiras para o tráfico, as drogas continuam entrando no país, isso acontece porque não existem leis rigorosas para a entrada de imigrantes, o que faz com que qualquer tipo de pessoa possa transitar livremente pelo território. Dessa forma, a nação fica refém ao tráfico e a violência que ele provoca.
Consequentemente, é notório como os jovens têm tido um fácil acesso às drogas desde muito cedo, principalmente os menos favorecidos socialmente, que costumam morar em comunidades onde os crimes são mais propensos, já que a ação da polícia é dificultada pelo difícil acesso. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 13% da população do tráfico tem entre 10 e 12 anos, desse modo percebe-se a problemática de crescer em um ambiente com drogas, já que possivelmente ocorrerá a normalização do crime.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a política antidrogas nacionais. Dessa maneira, cabe ao governo federal promover leis eficientes para o encerramento do tráfico nas fronteiras e mover campanhas de conscientização para jovens de periferias, por meio de verbas governamentais, a fim de que todos possam se ver livres desse mal. Somente assim, não existirão casos de jovens traficantes, assim como é retrado no filme “Cidade de Deus”.