A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 03/08/2022
A série nacional “Sob Pressão” critica a eficiência da política antidrogas ao relatar a situação de uma menor de idade que se encontra em estado crítico no hospital e não tem responsável presente, já que este esta marginalizado nas ruas utilizando drogas. Sob esse viés, a crítica da obra audiovisual se faz presente na sociedade atual pois resalta a negligência estatal e a urgência em suprir a falta de tratamento eficiente em viciados. Sendo assim, uma questão a ser debatida e solucionada.
Em primeiro lugar, conta-se o desserviço estatal como um dos principais motivadores do problema. Nesse contexto, a filósofa Hannah Arendt criou a expressão “Banalização do mal”, a qual pode ser relacionada ao fato de que o estado normalizou o consumo e tráfico de drogas em determinadas situações, como por exemplo, a festa do rapper Felipe Ret, que proporcionou aos convidados “Open Beck”, e que por mais que o mesmo tenha sido convocado à delegacia, foi liberado no mesmo dia. Por essa ótica, ainda vale ressaltar que há indivíduos que permanecem anos na cadeia por portarem substâncias químicas ilegais para consumo próprio.
Ademais, a carência de discussões acerca desta problemática é uma das causas responsáveis pela ausência de uma abordagem eficaz com dependentes químicos. Por estar presente na Consituição Federal de 1988 que é crime portar e utilizar drogas, a Polícia Federal prende indivíduos que não estavam totalmente envolvidos com o tráfico no mesmo local de pessoas renomadas neste meio. Situação que consequentemente resulta no aprendizado de infrações piores por parte do cidadão até então usuário.
Portanto, faz-se necessário ações para aumentar a eficiência das leis antidrogas que frequentemente protegem a elite nacional e condena o povo pobre. Para isso, o Governo Federal, cuja função é zelar por todos indivíduos, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deve acionar leis mais rigorosas visando acabar com o estigma presente na sociedade, a fim de proporcionar igualdade e punições adequadas a todos criminosos do país. Além disso, cabe as próprias pessoas intervirem nesse ciclo vicioso e abandonarem as substâncias ilegais, protegendo a si mesmo e aos outros. Feito isso, a atualidade destoará da série “Sob Pressão”.