A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 03/08/2022
A obra cinematográfica “Christiane F Uli Edel” retrata a vida de uma jovem, nos anos 70, em um perigoso circuito de consumo de drogas.De maneira análoga a isso, em 1988 o Brasil, a fim de combater o alto consumo de entorpecentes, proibiu a utilização e as vendas de substâncias alucinógenas para uso recreativo.Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a ineficiência da política antidrogas brasileira e a criação de um esteriótipo racista interligando a população negra ao tráfico.
Em primeira análise, evidencia-se que os maiores consumidores de drogas ilícitas são jovens adultos e adolescentes.Sob essa ótica, segundo o estudo feito pelo IBGE, 9,9% da população já consumiu uma substância ilícita em algum momento da vida, a maior incidência é percebida entre os homens.Dessa forma, é válido salientar que a política antidrogas se tornou ineficiente, pois prioriza a prisão de pequenos traficantes e não voltam suas forças para enquadrar na lei os grandes chefes de drogas, aumentando o número de tráficos em escala nacional.
Além disso, é notório que a mídia desenvolveu um estereótipo racista em torno do que é um poderoso traficante: negro, baixa escolaridade, agressivo e favelado, quando na verdade é o oposto.Desse modo, um grande exemplo é a cidade do Rio de Janeiro, quando as primeiras Unidades de Polícia Pacificadora começaram a chegar nas comunidades a mídia fez uma grande cobertura e tentou mostrar a ideia de que os problemas relacionados às drogas estavam resolvidos, visto que, os traficantes estereotipados estavam mortos ou presos.Consoante a isso, a sociedade passou a ter um pensamento racista que gira em volta do tráfico de drogas,logo é indispensável a adoção de métodos para combater o problema citado.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a política antidrogas no Brasil.Dessa maneira, cabe ao governo federal em conjunto com o Ministério da Justiça, aumentar o foco das investigações policiais relacionadas ao tráfico,priorizando os traficantes internacionais e promover palestras socioeducativas, através de ambientes públicos a fim de conscientizar a sociedade sobre os malefícios das drogas.