A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 05/08/2022
Segundo Jean-Jacques Rousseau, filósofo Suíço, o Estado tem o dever de promover o bem-estar social, de forma que se há algum problema, é porque o Estado não está efetivando esse pensamento. De maneira análoga a isso, é perceptível que aonfalar da eficiência da política antidrogas no Brasil, os princípios do pensador não são seguidos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes : A ausência de ações governamentais competentes e a influência da mídia.
Em primeira análise, evidência-se que há uma grande falha das autoridades administrativas em relação ao combate das drogas. Sob essa ótica, pesquisas feitas pela fundação Oswaldo Cruz, pelo menos 4,9 milhões de brasileiros já fizeram uso de drogas ilícitas, o que equivale a 3,2% da população. Dessa forma, conclui-se que as normas adotadas pelo poder púbico no enfrentamento das drogas não é idôneo, uma vez que o uso das substâncias aumenta.
Além disso, é notória a responsabilidade dos canais de comunicação na banalização do tema, sendo desfavorável para a sociedade que, por sua vez, é distraída do problema e impede que o debate sério evolua e se torne ações políticas políticas e cidadãs. Desde modo, reafirma-se a fala do psicólogo Russo Lev Vygotski, que diz que “o homem é fortemente influenciado pelo meio onde está inserido”. Consoante a isso, a população torna-se alheia da magnitude do que realmente acontece, cegada pela mídia.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a eficiência da política antidrogas no país. Dessa maneira, cabe ao Ministério Público Federal e a mídia criar políticas que direcionem a real questão do tráfico no Brasil, por meio de medidas que ataquem a raiz do problema, trazendo também campanhas a nível federal contra o consumo e situar as consequências do uso, a fim de que haja menos vítimas dessas substâncias. Somente assim, o Estado cumprirá com seu dever de promover o bem-estar social.