A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 07/08/2022

A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação. A afirmação, atribuída ao dramaturgo irlandês Oscar Wilde pode ser facilmente aplicada à eficiência da política antidrogas brasileira,, já que justamente a falta de incômodo social diante dessa vicissitude que a consolida como uma regressão para a nação brasileira. Nesse sentido, essa indiferença tem como origem inegável o aborrecimento e insegurança. Assim, não só a impunidade, como também a falta de poder público contribuem para a naturalização desse quadro problemático.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King " A injustiça num lugar qualquer, é uma ameaça a justiça em todo lugar " cabe perfeitamente. já que é claro, que existe um foco em operações em favelas, mas em contra partida, em regiões de classe média alta não ocorre este tipo de atividade. Desse modo tem se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange á má eficiência da lei.

Além disso, é notório a falta de poder público ao cumprir seu papel enquanto responsável por garantir direitos básicos. De acordo com a constituição, é direito de todo cidadão ter acesso a igualdade penal, segundo o artigo 5° da constituição, tal fato demonstra-se com grande incoerência, visto que é um direito disponível, porém, não é realizado na prática.

Por tudo isso, faz-se necessária a intervenção pontual no problema, assim, especialistas no assunto, com apoio de ONGS especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influencia midiática sobre o tema. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento da mídia com os relatos de pessoas que vivenciaram tal problema. É possível, também, criar hashtags para mais visibilidade, a fim de conscientizar a população. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Martin Luther King pudesse se orgulhar.