A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 07/08/2022
‘‘E o cachimbo do índio continua proibido, mas se você quer comprar é mais fácil que pão." Esse trecho da música ‘‘Cachimbo da paz", cantada por Gabriel Pensador, faz uma crítica a política antidrogas no Brasil. De maneira análoga a isso, urge na sociedade atual, a discussão sobre a eficiência da política antidrogas brasileira.
Diante dessa perspectiva, faz-se imprescíndivel a análise dos fatores que favorecem esse quadro, a fim de mitigar a criminalização do uso de drogas e a não reinserção social de toxicomaníacos.
Em primeira análise, evidencia-se a criminalização do uso de drogas como peça-chave do problema. Sob essa ótica, segundo a teoria da ‘‘Percepção de Estado’’, do filósofo francês, Émille Durkheim, uma sociedade pode ser divida em: normal ou patológica. Uma sociedade em crise, falha com seu progresso coletivo. Portanto, um corpo social que criminaliza a questão do uso de drogas, ao contrário de enxergá-lo como um problema de sáude pública, esta atrasando o desenvolvimento coletivo e pessoal do dependente.
Alem disso, é notório que a não reinserção de toxicomaníacos á sociedade, atua como coadjuvante da questão. Desse modo, de acordo com dados divulgados pelo G1, cerca de 60% dos dependentes químicos ja passaram por algum tipo de intervenção, como internações ou encarceramento,que no entanto, não os ajudou a abandonar o vício. Consoante a isso, é importante trabalhar a reintegração social desse grupo ás dinâmicas sociais.
Depreende-se portanto a adoção de medidas que venham ampliar a eficiência da política antidrogas. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde, promover políticas de saúde pública, com foco na reintegração social e redução de danos, aos usuários de narcóticos, por meio de palestras e programas sociais a fim de garantir o bem-estar desse grupo social. Somente assim, poderá vigorar uma política eficiente para redução do consumo de drogas no Brasil.