A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 17/08/2022
No filme Tropa de Elite nos é apresentado o esteriótipo que só existe traficantes nos morros e que são geralmente pretos e de que os brancos da faculdade particular são “santos” e que não cometem crimes. De maneira análoga a isso, temos a questão da eficiência da política antidrogas. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: o racismo estrutural e consequentemente as crianças que adentram ao tráfico.
Em primeira análise, evidencia-se o racismo estruturado o qual forma nossa sociedade. Sob essa ótica o jornal DataFolha afirma que cerca de 67% a mais de pessoas pretas são intimadas e até mesmo presas do que as brancas. Dessa forma fica claro a prevalência das pessoas brancas perante as pretas.
Além disso é notório o debate sobre as crianças que acabam cedendo ao tráfico, não por maldade, mas porque são induzidas e atraídas por dinheiro e na maioria das vezes é por fome. Desse modo, o personagem fictício Capitão Nascimento, que é um policial do filme citado anteriormente diz: “Quantas crianças a gente vai ter que perder pro tráfico, pra um playboy enrolar um baseado?”. Consoante a isso podemos entender que o problema não está na criança preta de periferia e sim no homem branco com capital que usa de sua inocência para adquirir recursos, no caso, as drogas.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a política antidrogas. Dessa maneira, cabe ao CONAD (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas), direcionar campanhas para diminuir a quantidade de crianças no tráfico e aplicar mais punições para extinguir o racismo estrutural no Brasil, por meio de jornais, revistas, palestras e televisão, a fim de que a sociedade seja mais empática e que o Brasil seja um lugar de acolhimento para as pessoas. Somente assim, essas questões de racismo diminuirão e nosso país será um local com menos risco de morte e ameaça para pessoas pretas e as que moram nas periferias.