A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 29/08/2022
Machado de Assis, em sua fase realista, teceu críticas aos comportamentos superficiais e viciosos da sociedade brasileira. Séculos depois, os comportamentos viciosos permanecem, uma vez que a eficiência de políticas antidrogas é inexistente pelos seus vícios de uso. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam criadas para alterar essa situação, que possui como causas a má influência midiática e a insuficiência legislativa.
Em primeiro plano, cabe ressaltar como a mídia digital exerce uma má influência no uso de drogas. Consoante a isso, a fala de Pierre Bourdieu de que o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão cabe perfeitamente, pois diariamente pessoas conhecidas e influentes são vistas em suas redes fazendo o uso de drogas, despertando a curiosidade de seus seguidores, principalmente os mais jovens. Assim, agir sobre a má influência nas mídias exercerá diretamente um papel na eficiência de políticas antidrogas.
Além disso, destaca-se a ineficiência legislativa como fator determinante para a persistência da problemática. A Constituição Federal de 1988, lei máxima do Brasil, conta com inúmeras leis antidrogas, no entanto, mostra-se ineficiente, visto que são baixos os índices de indivíduos que sofre as consequências por serem pegos por tais leis. Diante de tal exposto, é notório que nada adianta criar uma lei e não efetivar a sua prática.
Sendo assim, nota-se um problema que carece de intervenção. Para isso, a Força Nacional de Segurança, em parcerias com Polícias Militares, devem promover operações com enfoque no tráfico e uso de drogas, para chegarem ao chefe de tal domínio, cortando assim o mal pela raiz, a fim de tornar eficiente as políticas antidrogas brasileiras. Destarte, espera-se que com tal ação, o ciclo vicioso escrito por Assis se interrompa.