A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 26/08/2022

A humanidade possui uma longa convivência com psicotrópicos e entorpecentes - que há milhões de anos são empregados em diversas situações, sejam elas ritos indígenas a festas romanas - e com isso o uso ilícito dessas substâncias vem crescendo e se tornando cada vez mais presente em nossa sociedade, se fazendo necessário a criação de leis para contê-las. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o recreativo uso de substâncias ilícitas e a ineficácia da política antidrogas criada em nosso país.

Em primeira análise, evidencia-se a livre circulação de psicotrópicos e entorpecentes em meios sociais. Sob essa ótica, uma pesquisa feita pela Gazeta de São Paulo após a diminuição das políticas antidrogas apontou que vinte em cada trinta jovens e adolescentes - entrevistados anonimamente - confessaram terem feito o uso recreativo de drogas ilícitas e ao indagá-los se não temiam serem penalizados pelo ato, um dos entrevistados negou justificando que estava ciente dos dados levantados pela UNIAD - Unidade de Pesquisa e Drogas - em 2019, afirmando que apenas 25% dos usuários são penalizados graças ao afrouxamento da política antidrogas. Dessa forma, é perceptível que o uso recreativo de substâncias ilícitas está cada vez mais crescente na sociedade brasileira.

Além disso, é notório a ineficiência da política antidrogas criada em nosso país. Desse modo, é preciso uma maior atenção da nossa nação em relação a política antidrogas brasileira. Consoante a isso, Oscar Wilde - escritor, poeta e dramaturgo britânico de origem irlandesa - afirma que “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a eficiência da política antidrogas brasileira. Dessa maneira, cabe ao CONAD - Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas - em conjunto com o Ministério da Justiça elaborar um plano de ação afim de enrijecer a punição e o policiamento do tráfico e consumo de drogas na nossa sociedade. Somente assim, a utilização de psicotrópicos e entorpecentes deixarão de fazer parte da nossa sociedade atual e ficarão apenas em registros históricos de nossos ancestrais em seus costumes.